acordei extremamente melancólica. não posso culpar hormônio algum, não posso culpar terceiros, esse aperto vem de dentro, começa no peito, amassa o estômago, e junto vem um peso.
especialmente nesta manhã, veio um peso nos ombros. não posso culpar minha beleza nem a do mundo; não posso culpar terceiros: esse peso é do meu corpo.
ele inchou de água salgada, encheu tudo o que agora aperta, e me pesou mais alguns litros.
torci o pé, e nem me lembro em qual dos mil pensamentos prestava atenção na hora.
aos poucos vou expelindo, virando cachoeira, mas salgada feito mar.
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